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Havia em Roma uma dama muito bela e nobre, chamada Cornélia. Podia ter casado com um rei, mas preferiu ser mulher de um cidadão romano.O nome do marido era Graco e os seus dois filhos chamavam-se os Gracos. Ela amava-os dedicadamente, ensinava-os a ser dignos e viris e preparava-os para que fossem bons cidadãos de Roma. Visitou-a um dia uma dama elegante, daquelas que mais cuidam do traje que da saúde, passando o dia, e talvez um precioso tempo, entre um pente e um espelho e antes prefeririam que a cidade se perdesse do que um penteado lhe ficasse torto.

Esta sua patrícia não lhe falava senão dos ricos trajes e jóias preciosas que possuía, e Cornélia escutava-a com paciência, por a estar recebendo em sua casa, não mostrando desdém e nem mesmo a repulsa que sentia pela frivolidade da pobre criatura.

Por fim, a grande dama disse a Cornélia: “ Deveis ter jóias também. Mostrai-me as vossas, porque não há coisa alguma que goste mais de ver.”

Calmamente, Cornélia levantou-se, saiu da sala, e voltou daí a pouco, trazendo pelas mãos os seus dois filhos, “as únicas jóias de que posso orgulhar-me”.

 

 

Estes filhos vieram a ser homens notáveis e heróicos, e toda Roma sabia que era a mãe que os tinha ensinado a ser assim justos e nobres. Ainda em vida de Cornélia, foi levantada a ela uma estátua com estes dizeres: “CORNELIA, MATER GRACCHORUM”, isto é, CORNÉLIA, MÃE DOS GRACOS”.        

 

(Lendas Eternas)

Roma

 

Fonte; Juvenal Fernandes. in: “Para você, Mamãe” ( J Realti Editor, São Paulo, 1953)

 
 

 

 

28/04//2006